Integração, responsabilização e efetividade para obter melhores resultados

No ambiente corporativo, quando se trata de resultados, muito se fala de rentabilidade, lucro líquido, EBTDA, produtividade, metas, engajamento, comprometimento e, toda empresa ou organização, de qualquer porte e segmento, a seu modo, busca ter e obter estes indicadores com os melhores scores possíveis.

No cenário das médias empresas, o que é realmente essencial praticar, executar ou ter para que estes resultados sejam alcançados de forma expressiva e relevante?

Médias empresas precisam mudar estratégia de gestão

Neste sentido, vamos procurar  caracterizar como, na moda, as médias empresas estão organizadas e quais as práticas mais comuns de gestão.

A empresa tem um planejamento estruturado pela alta administração, na maioria das vezes elaborado com base no histórico de vendas, indicadores financeiros, observando-se o mercado e buscando um incremento em vendas e em resultados financeiros: faturamento, lucratividade, participação no mercado. Muitas vezes, mesmo o pessoal de média gerência e operacional não é ouvido nem participa do processo.

Os gestores cuidam de seu departamento, com a tendência de maximizar a importância do setor na obtenção de resultados. Ou seja, o departamento comercial é o mais importante pois é quem tem contato direto com o cliente, o financeiro é o mais importante pois faz a gestão dos recursos financeiros, o RH é o mais importante pois fica encarregado de recrutar, treinar e desenvolver os melhores talentos, e assim por diante. Muito se fala em visão do todo, em integração de esforços, em sinergia, mas na prática estas atitudes e comportamentos no dia a dia não são adotados.

Os empregados, ou colaboradores, como se preferir, na imensa maioria das vezes não conhecem as metas da empresa, de seu departamento e, com frequência, não é dito a eles claramente como podem contribuir para a geração de resultados. Eles são cobrados pela mecânica de seu trabalho e suas entregas não são claras, não são valorizadas, não existe o reconhecimento pelo esforço na geração dos resultados, pois a questão do mérito não é clara e o colaborador não tem estímulo para fazer diferente, uma vez que não se reconhecem os bons desempenhos. E, mesmo assim, muito se fala e se quer comprometimento, engajamento.

Os líderes  são centrados em sua própria carreira, querem ser reconhecidos pela alta administração como capazes e eficazes, mas, na maioria das vezes, não lideram pelo exemplo, não constroem equipes com forte senso de integração, não costumam valorizar a importância dos demais departamentos/setores. Assim, grande parte dos colaboradores vê em suas gerências pessoas despreparadas, que não enxergam seu potencial e não são capazes de dar um forte sentido e propósito ao trabalho de cada um. E muito se fala de liderança visionária, participativa, integrativa.

Por não se ter metas claras e consensadas, todos se sentem responsáveis pelos resultados e, ao mesmo tempo, todos também não se sentem responsáveis pelos resultados, pois, afinal, cumprindo-se ou não o que foi planejado, o ambiente na empresa é praticamente o mesmo: os bons resultados são comemorados ou existe um sentimento de culpa quando não são atingidos. Muito se fala em responsabilização e em efetividade nas entregas. 

 


 

Mudanças na gestão devem fazer parte do plano estratégico

Podemos afirmar, com exemplos práticos, que nas empresas que atendemos e apoiamos na elaboração e acompanhamento da execução do plano estratégico, estas questões são naturalmente trabalhadas pela dinâmica de construção do projeto empresarial da organização e pela dinâmica do acompanhamento da execução do que foi planejado.

Podemos afirmar também, em contrapartida, que sem integração, sem responsabilização clara por resultados e sem efetividade no que se entrega, não se avança e a maturidade da gestão é aquém do que é esperado. Às vezes o planejado acontece, outras não, sem explicação clara para obtenção dos resultados.

É preciso integração para valorizar e reconhecer a sua importância, os seus esforços conscientes e os dos outros, responsabilização para deixar claro o que se espera de cada um em comportamento e entregas, e efetividade para garantir que há compreensão clara e cumprimento das  entregas. 

Quais resultados você quer e como eles serão atingidos em sua empresa/organização? Está claro para você que integração, responsabilização e efetividade fazem toda a diferença e ditam o sucesso de seus planos e resultados?

* Geraldo Eustáquio Andrade Drumond, do Centro de Inteligência em Médias Empresas da FDC

 

 

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